quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EPISTOLA DE TIAGO

  Estarei desenvolvendo um estudo na Epistola de Tiago, que podera compreender três postagens, pois este conteudo e material contido nas Escrituras Sagradas, é uma epistola de cunho parenético, ou seja material que possue: Instrução, exortação e ordem; o mesmo que encontramos nos escritos de Salomão no Antigo Testamento, ou seja em Proverbios e Eclesiastes. Começarei abordando sobre o propósito e a estrutura e conteudo desta epistola geral.

                                  Propósito


 O autor escreveu para dar conselho prático e encorajar aqueles que estavam sendo oprimidos. A carta foi escrita para corrigir certas tendências conhecidas na conduta, para confrontar os cristãos com as responsabilidades da vida cristã. Deve-se observar que nos seus 108 versículos há 54 imperativos, tornando o estilo da carta paranésis (instrução ética e exortação). Foi escrita como literatura de sabedoria derivada de experiência pessoal, não apenas de teoria. Esta carta é um quadro da vida cristã primitiva em meio às mais difíceis condições sociais e num ambiente que não era simpático, se não completamente hostil.Alguns olharam com suspeita para esta carta por causa de uma evidente falta de instrução teológica cristã. Não há nenhuma discussão doutrinária acerca da morte e ressurreição de Jesus, da justificação pela fé, e Jesus não é apresentado como o supremo exemplo de vida justa. Contudo, há muita coisa acerca do cristianismo que é evidente. Há termos e expressões tais como "Segundo à sua própria vontade, ele nos gerou" (1:18), "a palavra em vós implantada" (1:21), "herdeiros do reino" (2:5), e "o bom nome pelo qual sois chamados" (2:7). O autor não esconde sua visão acerca da natureza de Jesus, pois em 1:1, as palavras "do Senhor Jesus Cristo" apontam para seu papel (Cristo), sua função (Jesus: Salva¬dor) e sua divindade essencial (Senhor). Através da carta, o termo "Senhor", por analogia com 1:1 e 2:1, refere-se a Jesus (1:7,12;2:1; 4:10,15; 5:4,7,8,10,11,14,15). Em 2:1 Jesus é o objeto da fé e, assim, da adoração. A carta dá discreto testemunho da divindade de Jesus. Ele é o juiz, que está à porta (5:9), e seu nome é o recurso do cristão, tanto na doença quanto no pecado (5:13-15). Em 2:1, o cristianismo é descrito como crença no "Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória". Muitos, seguindo Martinho Lutero, que denominou esta epístola uma "epístola bem desviada", criticaram esta carta, porque acham que ela contradiz a doutrina paulina da justificação pela fé. Lutero estava emergindo de uma situação na história em que a fé no Senhor Jesus havia-se tornado completamente subjugada às obras. Isto era quase que a mesma situação que Paulo confrontara, e como resultado ele escreveu Gálatas e Romanos. Para Paulo, assim como para Lutero, era um momento para se definir os elementos básicos do cristianismo: fé no Senhor Jesus Cristo. Mas Tiago escreveu antes da grande controvérsia entre Paulo e os judaizantes, entre a fé e as obras. Tiago não batalhou com Paulo; ele escreveu para contra-atacar a tendência humana para o antinomianismo. Tiago insistiu que a fé deve ser demonstrada pelo viver correto. De fato, o viver incorreto é prova de nenhuma fé (no Senhor Jesus Cristo) ou de uma fé morta (2:14-26). Paulo teve que lutar contra o legalismo judaico: as bases para a salvação; Tiago lutava contra o viver imoral e não-ético. Tiago nada diz acerca das "obras da lei"; ele afirma, sim, que o fruto da fé deve ser comportamento tanto ético como moral. A fé deve produzir o viver justo, o fruto do Espírito que Paulo relaciona em Gálatas 5:16-26. Paulo e Tiago não estavam combatendo um ao outro. Como um fato, eles representam dois aspectos do cristianismo, opondo-se a diferen¬tes inimigos do evangelho. As pessoas a quem Tiago estava escrevendo não eram desprovidas de ortodoxia. Se elas fossem desprovidas das doutrinas básicas do cristianis¬mo, ele teria corrigido isso, e nós teríamos outro livro sobre doutrina. O que ele escreveu foi sobre uma falha no viver diário prático, não teoria. Este livro seria sem valor se ficasse sozinho. Ele não assenta os alicerces da fé cristã (como Paulo e os escritores do evangelho o fazem); mas mostra a necessidade de edificar-se uma vida cristã honesta sobre o alicerce já construído (ver I Cor. 3:10-15). As faltas contra as quais Tiago escreveu (fé sem obras, palavras sem atos, censuras, ambição, amor desordenado pelo ensino, dar lugar à riqueza e à posição, tratamento depreciativo dos pobres, cobiça sob a capa de religião) eram e são tipicamente farisaicas. Tiago estava exortando seus leitores a transcende¬rem o judaísmo formalístico na prática, como já o haviam transcendido em sua fé no Senhor Jesus Cristo. Eles haviam aceito Jesus como o Cristo (Messias); agora, que eles se portem como verdadeiros discípulos do Senhor, não como os discípulos dos fariseus.



                            ESTRUTURA E CONTEÚDO



A Epístola de Tiago, de maneira lógica, divide-se em três seções desi¬guais: 1:2-2:26; 3:1-18; 4:1-5:20. O versículo introdutório é a saudação comum da correspondência normal do mundo antigo: o escritor identifica-se, e a seus leitores e os saúda com xairei=n (xaírein). Não há nenhu¬ma saudação formal de encerramento. Também não há nenhuma bênção. O restante da carta é autoritário, mas nem afetado nem altivo. Há 54 imperativos nestes 108 versículos do corpo da carta. O autor escreve e exorta como um pastor, a partir de sua experiência pessoal, para ajudar seus leitores no viver uma vida cristã prática.O assunto básico da primeira divisão é a verdade contrastada com a hipocrisia ou imitação. Tiago afirma que a realidade na vida cristã é e tem que ser distinta da falsidade ou imitação. Este contraste entre a realidade e a falsidade é visto em quatro aspectos diferentes da vida cristã: 1) no caráter (1:2-18); 2) na adoração pública (1:19-27); 3) no amor (2:1-13); 4) na fé (2:14-26) . A segunda divisão, 3:1-18, refere-se aos pretensiosos, que querem ser mestres. Tiago afirma que um mestre leva sobre si uma grande respon¬sabilidade e um perigo correspondente (3:1-12). O uso da facilidade de falar deve ser guardado em todo o tempo; a língua é difícil de ser controlada, e o único modo de controlar a língua e ser um bom mestre é ser capaz de distinguir entre a sabedoria deste mundo (3:13-16) e a verdadeira sabedoria, proveniente de Deus (3:17,18). A última seção, 4:1-5:20, fala do mundo, que está em oposição a Deus, e como o cristão deve viver nesta comunidade antagônica. Tiago declara que uma pessoa que faz do prazer o alvo da vida está em oposição a Deus (4:1-10). O prazer, como um fim em si mesmo, ocasiona dissenções, brigas civis e guerra (4:1,2), tira a única fonte de verdadeira satisfação na vida (4:3) e é adultério espiritual (4:4). O cristão deve fazer todo esforço para escolher entre Deus e o mal, como o fator controlador da vida (4:5,6). Aquele que verdadeiramente se submete ao Senhor terá alegria real (4:7-10). Há uma diferença, diz o autor, entre a submissão real e a presunção (4:11-5:6). A vida é incerta demais, e o cristão não deve usurpar a prerrogativa de Deus de julgar, planejar o futuro ou oprimir o pobre. Segue (5:7-20) uma exortação para a verdadeira conduta cristã num mundo que passa. Estes versículos são várias exortações à paciência e à indulgência, até a vinda do Senhor (5:7-12), e a atividades dentro da comunidade: oração, louvor, visita aos doentes, confissão dos pecados e restauração dos inconstantes (5:13-20).



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TEONTOLOGIA

                PERTINENTES E CONVINCENTES
“Por causa de seu orgulho, o ímpio não investiga;todas as suas cogitações são: Não há Deus”. (Salmo10.4)


Será que é necessário acreditar que existam verdades reveladas e inacessíveis ao conhecimento natural?Em geral existem cinco percepções diferentes deDeus, as quais não perturbam e nem inquietam a
humanidade, como se fossem versões diferentes da mesma realidade: monoteísta (um Deus); politeísta (vários deuses);ateísta (sem Deus); panteísta (Deus se identifica com a criação) deísmo (Deus existe, mas está totalmente separado da criação). A palavra portuguesa “Deus” é derivada do latim Deo, Dii, e aplicada ao ser supremo de muitas religiões e de diferentes tradições. Mas desde a mais simples crença
até aos mais sofisticados sistemas filosóficos, a concepção original de Deus sofreu muitas mudanças através dos séculos. Pois quando se fala de Deus, todos os conceitos sempre incluem algo material.
Mas “Deus” no aspecto bíblico não é um conceito comum, mas específico. O ideal é sempre usar a definiçãoque melhor se harmonize com o sentido que é utilizado na Bíblia. Com isso podemos fugir a intermináveis disputas conceituais e terminológicas. As diversas concepções de Deus estão baseadas
nas percepções individuais e coletivas. Pois o conhecimento de Deus está fundamentado na intuição,
dedução e mesmo indução. Este conhecimento é o resultado da concepção de mundo que cada um constitui. Durante séculos discutiu-se a relação do homem com o mundo por meio da percepção. Estas visões se resumiam em idealismo (o pensamento forma o mundo,tudo não passaria de “noções do espírito pensante”) e o materialismo (a matéria é concedida para a percepção, às coisas realmente existem).
Para alguns tudo o que existe faz parte de uma única realidade, as coisas estão tão relacionadas que tudo
ao redor faz parte do homem. Nicolau de Cusa  em “De docta ignorantia” afirmava que “quodlibet in quolibet”, ou seja, neste mundo tudo está em todos. Para outros, o individualismo é a realidade, cada
ser possui características ímpares e múltiplas que não se encontram em nenhum outro. Guilherme Ockham afirmou em “In Sentent” que cada coisa que existe é, de per si, uma coisa individual.
Platão, de forma similar aos hindus, acreditava que Deus não é perceptível ao mundo. Deus seria a única
realidade e o mundo seria aparente, uma manifestação temporária, uma ilusão causada por uma percepção equivocada da realidade. Além destas deficiências de percepção ou recepção de estímulos da presença de Deus, há ainda as dificuldades de atribuir o verdadeiro significado ao estímulo. O conhecimento dos efeitos e não da causa, sempre deixam a razão em dúvida ou terminam em erro.
O homem se perde buscando, mesmo que se autodestrua. Homens presos em sua própria busca. Todas as evidências de Deus na natureza se manifestam como dúvidas para
 aquele que não conhece a Bíblia. Pois alcançamos somente através das condições determinadas por Ele
(Jeremias 29.12-13). Apesar das inúmeras provas moralmente convincentes da existência de Deus, não existe evidência absoluta. Através dos séculos filósofos, teólogos e religiosos procuram mostrar como conhecer ou encontrar Deus. De uma forma geral, sempre baseados no fato de Deus não ser plenamente perceptível aos homens. Uma busca que parte sempre do homem para Deus. Quando na verdade desde o princípio Deus está em busca do homem (Gênesis 3.9). Nesta busca, muitos concluíram que Deus é apenas um simbolismo ou um bom e feliz pensamento humano. Vários O viram como uma força impessoal. Alguns ignoraram deliberadamente a Sua existência. Outros precisaram utilizar das várias áreas do conhecimento para provar a existência de Deus. Todos ignoraram que apesar do conhecimento filosófico e científico da existência de Deus aparentar ser muito tênue e frágil, é absolutamente seguro.
Muitos conseguem ver, não somente na criação, mas em todos os fatos da vida, uma mensagem codificada da presença e da vontade de Deus. E a felicidade ou a aceitação dos fatos da vida passa a depender da decodificação destas mensagens. De certa forma isso também é alcançar a fé: aprender a apreciar o múltiplo divino, sabendo vê-Lo em tudo o que existe e acontece. Mas é impossível conhecer Deus se não for através de Sua vontade graciosa de se revelar. A busca do homem por Deus termina sempre no homem. Pois em relação ao Verdadeiro e Único Deus, nada se pode pensar ou dizer que contrarie o que foi revelado por Sua exclusiva vontade
através das Escrituras.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TIPOLOGIA

                 Tipologia do Ritual de Consagração



São muitas lições que podemos extrair das elucidações tipológicas concedidas por alguns textos e fatos Bíblicos que possuem em seu desenvolvimento aplicação tipológicas. Que por si só trazem mensagens comparativas de sentido profético, como podemos ver no contexto da narrativa da consagração dos levitas, dentro do ritual de preparação para atuarem no tabernáculo de Davi. Pois implicou um processo notável de santificação entre os levitas para o desempenho de suas funções.

Esta santificação implicava:

Purificação pelo sangue aspergido na orelha, no polegar do pé direito e no polegar da mão direita.


• Banho com água.


• Unção com óleo santo sobre o sangue aspergido na orelha, no polegar do pé direito e no polegar da mão direita.

Eram empregados sangue, água e óleo na santificação dos sacerdotes para o serviço do Senhor. Eles também deviam vestir-se com roupas limpas de linho fino branco (Ex.28). Depois eram colocados em suas mãos determinadas partes das ofertas para serem oferecidas ao Senhor pela consagração ao ministério Sacerdotal. Somente depois disso é que lês poderiam ministrar diante do Senhor. Por isso, Davi convocou os Sacerdotes e os levitas para uma grande consagração ao Senhor antes de estabelecer seu Tabernáculo em Sião. Estes acontecimentos de forma tipológica vêm servir como elucidadores de verdades que serão confirmadas no Novo Testamento através de seus antítipos oi seja fatos que irão se correlacionar a estes, dando assim à origem a tipologia; vejamos então: Os crentes são chamados para serem reis e sacerdotes diante de Deus segundo a ordem de Melquisedeque
Ap.1.6; 5.9e10; 1º. Pe.2.5 a 9). O crente deve ser purificado pelo sangue de Jesus, batizado em água e depois ungido com o Espírito Santo. As vestes de linho fino representam a justificação dos santos através de Cristo, permitindo a lês servir como sacerdotes no Tabernáculo do Novo Testamento, que é a Igreja( Ap.19.8).
O crente precisa passar por “três testemunhos”:

Testemunho do sangue.

• Testemunho da água (ou da palavra)

• Testemunho do Espírito Santo (1º. Jo. 5.8 a 10)

A obra tríplice de Deus produz a santificação e a consagração do crente para as funções sacerdotais.


Somos santificados:


• Pelo Sangue (Hb.13.12).


• Pela palavra (Jo. 17.17).


• Pelo Espírito (1.Pe.1.2).

Separados de todo mal, consagrados diante do Senhor para o serviço sacerdotal no Tabernáculo de Deus, podemos chegar á presença dele para adorá-lo na beleza de sua santidade (Sl.29.1 e 2).A preparação do Tabernáculo de Davi não foi algo aleatório, a preparação de um local, a assembléia do povo, de acordo com a ordem divina e o grande tempo de santificação, tudo tinha um significado. Todos esses elementos ensinam lições espirituais e práticas para qualquer Igreja dos nossos dias que deseja ter a presença do Senhor em seu meio.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

HERMENÊUTICA CONTEMPORÂNEA.

             HERMENÊUTICA DE SCHLEIERMACHER.

Com o intuito de estar abordando alguns pontos de vistas na hermenêutica, estarei postando um texto que compõe uma parte de um escrito de Celso R. Braida,em um trabalho academico sobre a hermenêutica de Schleiermacher,vejamos então,esta pequena citação que estarei postando.



A hermenêutica tem uma longa história, enquanto arte e técnica de interpretação de textos, porém é recente enquanto corrente filosófica propriamente dita. Como toda tradição de pesquisa, ela é o resultado de uma história de continuidades e deslocamentos conceituais. A história da formação do pensamento filosófico ocidental, costuma-se dizer, é apenas um longo comentário da obra de Platão. Mas isto é pura e simplesmente um erro. Na verdade quem pressagiou essa história foi bem outro, contra o qual Platão já lutava: o pensador denominado Górgias. Com efeito, atribui-se a Górgias, o Retórico, as seguintes teses: primeira, "não há o ser, ...nem o não-ser,... nem tão-pouco o ser e o não-ser"; segunda, "ainda que algo pudesse existir, não seria reconhecível nem concebível pelos homens"; e terceira, "E ainda que se pudesse conhecer, não seria comunicável a outrem". Estas palavras, obviamente, são consideradas mal-ditas desde Platão. E, na tentativa de refutá-las os filósofos produziram três grandes tipos de filosofias. Filosofias que se fundamentam em uma Ontologia, filosofias que se fundamentam em uma Teoria do
conhecimento e, por fim, filosofias que se fundamentam em uma Teoria da linguagem.Desde Platão busca-se fundar a filosofia e o saber recorrendo-se a algum conceito-chaveque fundaria todos os demais. Primeiro, o conceito de “ser” e suas variações; depois, a partir de Descartes, o que se buscou foi legitimar um conceito de conhecimento e assim justificar a introdução do coneito de ser como objeto; ultimamente, deixou-se o ser e o conhecimento de lado e foi-se em busca de um conceito garantido de linguagem e de sentido, como um porto seguro a partir do qual o ser e o conhecimento do mundo podem
 ser pensados. Historicamente o que sucedeu foi uma concessão cada vez maior a Górgias. Não por acaso após a virada lingüística, fora do âmbito da linguagem a única maneira ainda possível de sobrevivência filosófica, é, precisamente, o ceticismo, que é a suprema e última concessão ao retórico.

sábado, 31 de outubro de 2009

REFORMA PROTESTANTE "PARABÊNS PELOS 493 ANOS."

                                   O Início da Reforma – Lutero



Tradicionalmente diz-se que a Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero, monge agostiniano alemão 91483 – 1546), cujo pensamento sofreu profunda influência de São Paulo de Tarso.
Numa Epístola de Paulo aos Romanos encontrou a “chave” para consolidar uma idéia nova de salvação: “O justo viverá pela fé.” E “não são as obras, mas é a fé que conduz à salvação”. Não importa como você aja no mundo. Se a sua fé for “do tamanho de uma raiz de mostarda” você está no caminho da salvação, não importa o que faça. Desprezando olimpicamente os vários trechos bíblicos que rezam: “o que é a fé sem as obras?”; “A fé sem as obras é morta!” e “Mostra-me a tua fé sem as obras que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé!” Lutero criou um novo sistema religioso abrindo um cisma com a Igreja Católica Romana.
Em 1517 afixou na Abadia de Wittenberg suas famosas "95 Teses Contra a Venda de Indulgências", sendo excomungado e correndo o risco de, a exemplo de Jan Hus e Thomas Münzer, ser martirizado pela Igreja. A diferença é que estes dois, com profunda sinceridade de coração, desejavam voltar ao princípio da fé cristã, em grande medida desvirtuada pela Igreja, mas para tanto aliaram-se aos pobres, aos desvalidos e deserdados da sociedade. Já Lutero, espertamente, aliou-se aos príncipes interessados, como se disse, em apoderar-se das terras da Igreja...
Lutero encontrou terreno fértil à sua pregação nas regiões em que era interessante aos nobres se apoderarem das terras da Igreja Católica. Aliando-se aos príncipes, conseguiu principalmente o apoio do Imperador do Sacro Império Romano-Germânico Carlos V, que convocou a “Dieta de Worms” em 1521. As doutrinas luteranas causaram grande agitação, principalmente sua idéia subversiva de confiscar os bens da Igreja.
Sua aliança aos príncipes fica mais clara à medida em que analisamos sua reação aos camponeses da região da renânia que, uma vez convertidos, passaram a apoderar-se dos bens da Igreja Católica Romana. Lutero apoiou uma violenta repressão aos camponeses em 1525 dizendo: “A espada deve se abater sobre estes patifes! Não punir ou castigar, não exercer esta sagrada missão é pecar contra Deus!”
Na Dieta de Augsburgo, convocada pelo Imperador Carlos V em 1530, estabeleceram-se as bases fundamentais da nova religião luterana. Ficava abolido o celibato ao clero protestante; proibido o culto a “imagens de escultura e a Virgem Maria”; proclamava a Bíblia e sua interpretação subjetiva do leitor como autoridade, renegando os dogmas de Roma, entre outras medidas
  Aprofundando a reforma – Calvino - Igreja Presbiteriana


Uma das principais conseqüências do cisma provocado por Lutero no seio da cristandade foi a difusão de suas idéias como um rastilho de pólvora por toda a Europa Central, onde se concentravam os burgueses enriquecidos e os príncipes interessados no confisco dos bens da Igreja.
A Reforma foi aprofundada por alguns de seus seguidores, com particular ênfase a João Calvino (1509 – 1564) que dinamizou o movimento protestante através de novos princípios, como o da predestinação absoluta, que enfatizava o quanto uma pessoa estava “sendo abençoada por Deus” uma vez enriquecesse e o quanto estava predestinada à danação eterna uma vez pobre, doente e miserável... Quem nisso acredita trabalha como louco para “provar” a seus vizinhos, pelos aspectos exteriores de suas posses e bem-estar físico e material que é um “vaso reservado para a salvação”.
Pense: se você fosse um burguês enriquecido preferiria a pregação de um sacerdote católico a acusá-lo de desonestidade, heresia por haver enriquecido através da prática condenável do lucro e da usura ou a pregação de um sacerdote protestante a informar que a sua riqueza é um sinal de que está predestinado para a salvação eterna? Não é de admirar que os países mais prósperos do mundo capitalista professem a fé protestante em seus mais diversos matizes...









segunda-feira, 26 de outubro de 2009

             TEOSOMATOLOGIA.




Podemos dizer e aferir alguns conceitos dentro desta teologia, e nomearmos como teologia do corpo, ou estudo teológico sobre o corpo. “Soma” corpo, pode ser evidenciado como a parte física ou elemento físico do Ser; sendo que “basar” seria a sua constituição ósea, importante relacionar que este corpo é uma das partes constituintes do Homem ou “antropo”, sendo pois este homem como o Ap. Paulo escreve em 1ºTs.5.23 , formado de corpo”soma”,alma; “psychê” e espírito “pneuma”. Mas dentro do arcabouço da teologia do corpo, como estamos denominando a teosomatologia, vemos que este corpo é Tabernaculo, ou seja, é receptáculo da presença de Deus através do seu Espírito, pois Paulo diz: “Não sabeis vós que sois templo do Espírito...” 1.Co.3.16. Por isso precisa ser bem administrado, cuidado, para que não seja usado indevidamente e torne-se impuro, dentro do âmbito sistemático da teosomatologia podemos relacionar alguns tópicos a serem refletidos e estudados:


• Tricotomia e Dicotomia.


• Espiritualidade.


• Saúde Física e emocional.


• Bioética.


• Estética.


• Pecados contra o corpo.


• O equilíbrio entre corpo, alma e espírito.


• Corpo corrutível e o incorruptível.


Estes assuntos estão relacionados a circunstâncias que o “soma” esta envolvido, o homem como ser que pensa e respira possui um corpo que é portador do elemento propulsor do pensamento e reflexão, precisam estar sintonizados, dentro de muitos parâmetros complexos, porem evidentes. A nossa sintonia espiritual e física, tem que ser relacionada a um habitat e neste sentido ai entra três elementos importantes: Cultura, tradição e raça; pois sem estes em uma sociedade este homem, mesmo possuindo um espaço físico seria socialmente inexistente e inoperante. Estas circunstâncias para uns seriam elementos descodificadores de espiritualidade, porem são codificadores, pois estarão em efeito com este “soma” no seu desenvolvimento de receptáculo da ação e intervenção de Deus. E partindo de um triangulo Deus como centro, homem como receptor e corpo como efetuador; surge o relacionamento que da o sentido de nossa existência.



terça-feira, 20 de outubro de 2009

EDUCAÇÃO RELIGIOSA.

   A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA FORMAÇÃO DE UM POVO.


A educação, enfocando os seus desafios para o século 21 dentro do contexto da educação teológica, que foi a temática desenvolvida pelos palestrantes em suas exposições, que se concentraram em; cosmovisão na educação e bioética em seu relacionamento com a teologia. O Rev. Mauro Meister, em suas palestras nos trouxe realidades que estamos enfrentando na educação, relacionando a educação e sua importância como contexto bíblico, ressaltando a atuação educativa Judaica e a atual. Quando tratamos de educação, no sentido formal e religioso é importante mencionar o desempenho de Lutero o reformador, que teve uma participação primordial na Europa não só como idealizador e preconizador da reforma, mas também como defensor atuante da educação.
Lutero considerava a educação a base da existência visível de um povo e uma cultura, pois só pode se manifestar através de uma educação, formando pessoas para o progresso de uma Nação, geração e história de um povo. Assim declarava Lutero: “Uma coisa é certa ajudar, incentivar e apoiar crianças a irem a escola, colaborando para isso com dinheiro e conselho a fim de que se torne realidade significa encaminhá-los a Cristo. Me refiro a escolas que são ensinadas ciências, na disciplina e no verdadeiro culto a Deus”. Lutero estava dizendo e incentivando em uma luta constante, que as crianças e jovens precisavam de conhecimento cientifico com um equilíbrio de ética e religião verdadeira, ou seja, que enfoque a adoração a Deus como sua premissa. Educar em um processo formativo como almejava Lutero era priorizar a personalidade e o caráter do jovem para que se se torna um intelectual de equilíbrio espiritual e moral, colocando a fé a frente da razão; para que sua vida profissional você a idealização de uma Nação e geração devota e ética, capaz de instruir e construir um mundo, não somente estático, mas móvel, expressivo e influenciador das Nações, pois um povo educado contagia para o bem e a paz, sendo elemento de destaque na jornada histórica da formação e sucesso de um povo.
A teologia no arcabouço da educação vai gerar uma cosmovisão educacional que ira construir e formar indivíduos capazes de gerir e administrar um País para uma estabilidade e pacifica caridosa que beneficia todas as classes sem preconceito, trazendo a Nação a consciência de Deus como o Mestre maior, de onde deve vir o nosso principal ensino, pois assim estaremos cientes que somos limitados e que a ciência não pode superar e neutralizar a nossa fé e consciência religiosa.

sábado, 17 de outubro de 2009

HOMILÉTICA.

 Estou desde de Sexta -feira coordenando o primeiro Simpósio Teológico aqui no IBADETRIM, em Uberlândia, neste nível de qualidade o primeiro desta cidade, excelentes palestrantes entre eles Dr. Mauro Meister. E pensando o que falar hoje sobre homilética, resolvi que esta 3º postagem da série, deve falar e mencionar sobre o "prinçipe dos pregadores"; Spurgeom.

O “PRÍNCIPE DOS PREGADORES”  - Capacidades Naturais

Um dos fatores que fizeram com que Spurgeon recebesse o título de “príncipe dos pregadores”, sem dúvida, foi a sua capacidade de argumentação. “Negar que seus dons naturais contribuíram para o sucesso do seu ministério seria um absurdo”. Mesmo possuindo numerosas habilidades naturais, Spurgeon acrescenta o seguinte fato sobre uma conversa que teve com seu avô:
Sempre que prego, sinto-me terrivelmente mal, sim, com verdadeiro enjôo, como se estivesse cruzando o mar”, e perguntei ao querido ancião se ele achava que algum dia eu me livraria daquela sensação. Sua resposta foi: Você terá perdido todo o teu poder se isso acontecer.
Um bom pregador para Spurgeon não era aquele que tinha a capacidade de dominar o tema do seu sermão, e sim aquele que, com facilidade, era dominado pelo tema. Sermões assim têm maior probabilidade de transformar vidas, dizia ele.
 Habilidade de imaginação e exposição
Comparado ao grande pregador George Whiterfield, Spurgeon também possuía uma capacidade imensa de apresentar as verdades das Sagradas Escrituras. Até mesmo aqueles que iam ouvi-lo apenas com propósitos espúrios, acabavam atraídos pela veemência com que ele lhes anunciava as verdades bíblicas.Este dom abundantemente”.Ao pregar sobre a imutabilidade de Deus Spurgeon argumenta:Indiquem um momento da história em que Deus mudou!...Às vezes ouço alguém dizer: “eu posso me lembrar de uma passagem nas Escrituras onde Deus mudou”! E assim pensei eu, no passado. O caso que eu quero mencionar é o da morte de Ezequias. Isaías veio e disse: “Ezequias, você vai morrer, sua doença é incurável, ponha sua casa em ordem”. Ele se virou para a parede e começou a orar; e antes que Isaías saísse fora do palácio, foi-lhe ordenado que voltasse e dissesse: “Você ainda viverá mais quinze anos”. Vocês podem pensar que isso prova que Deus muda; mas realmente eu posso ver nisso a menor prova possível. Acaso vocês acham que Deus não sabia que isso aconteceria? Ora, Deus sabia disso; Ele sabia que Ezequias viveria. Então Ele não mudou, pois se ele sabia disso, como poderia mudar? Isso é o que eu quero saber. Entretanto, vocês sabem de uma coisa? – que Manassés, filho de Ezequias, até aquele momento ainda não havia nascido e que se Ezequias tivesse morrido, não haveria nenhum Manassés, nenhum Josias e nenhum Cristo, porque Jesus veio ao mundo dessa genealogia. Vocês verão que Manassés tinha doze anos quando seu pai morreu; de forma que ele nasceu três anos depois disso acontecer.Além de seus biógrafos, os diversos sermões de Spurgeon mostram a primorosa capacidade de memorizar textos longos, e retendo com facilidade as suas diversas leituras. Ele tinha como meta ler seis livros por semana. No final da sua vida, deixou uma biblioteca com mais de doze mil livros. Mas o que fez de Spurgeon um grande pregador não foram apenas essas combinações, mas também a avidez na leitura da Bíblia. As suas palavras sobre o assunto são:
Vamos começar com o nosso arsenal. Este arsenal, para mim, é a Bíblia – e espero que o seja para cada um de vocês. Para nós, a Sagrada Escritura é como “a torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela”, que são defesas dos homens poderosos (Ct 4.4). Se quisermos armas temos de buscá-las nas Escrituras e só nas Escrituras. Quer busquemos a espada de ataque, quer o escudo de defesa, nós os encontraremos somente nas páginas do Livro Inspirado. Se eu puser de lado este Livro, não tenho mais nada para pregar. E, na verdade, não terei desejo de pregar, se não puder continuar a expor os assuntos que encontro nestas páginas. Há mais alguma coisa que valha a pena ser pregada

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

HOMILÉTICA

                A TONALIDADE E A VOZ NA PRÉDICA.




O uso da voz na oratória tem suma importância, pois é um elemento físico que o pregador possui que precisa administrado, cuidado e explorado com eficiência.
A tonalidade é o volume que a voz vai alcançar ou seu tom, que pode ser baixo, moderado, alto, estridente. Tendo que ser monitorado pelo próprio orador, no momento que esta desenvolvendo a sua predica ou discurso. Seguindo uma progressão controlada que vão de encontro com a necessidade seqüência, ênfase e abordagem que esta sendo feita. Na transmissão de uma mensagem de cunho espiritual, em uma Igreja com o recurso técnico e auditivo do som. Faz-se necessário que na progressão de tonalidade seja observado na leitura Bíblica, um volume moderado, e na seqüência da mensagem poderá elevar até alto se for necessário em um determinado momento de ênfase ou ápice da mensagem que deseje ressaltar algo, como também poder baixar o tom mantendo moderado ou vindo a posicionar baixo para causar uma reação a uma abordagem que requer o volume reflexivo que muita vezes será baixo e lento, levando o publico a analisar o assunto, para chegar a uma conclusão. O orador não precisa torna-se robotizado em sua entrega da mensagem, porém apropriar–se dos recursos vocálicos e fonéticos de sua própria voz, para o desenvolvimento eficiente de sua oratória. Não chegar a ferir o publico com uma tonalidade estridente, mas ser compreensível em sua exposição, com uma voz audível normal e controlada.
Eloqüência não é capacidade de falar ligeiro e gritar, mas sim condição de expor um assunto de forma coerente, abrangente, com idéias e conclusões sobre o assunto diversificadas, conseguindo assim convencer os ouvintes. Um orador eloqüente não precisa descontrolar na tonalidade de voz, porém possuir uma idéia fértil e uma diversidade sobre assunto que leve o ouvinte a um entendimento amplo e convincente sobre o assunto exposto.
A palavra em coerente ao texto que estar sendo exposto com um desenvolvimento de assuntos em uma ordem sistemática, é que qualifica uma palestra ou discurso, que levara ao reconhecimento da eloqüência do pregador se possuiu ou não. A voz tem que ser adaptada à abordagem do assunto, e não aferir o resultado da exposição de assunto do tom da voz que vai ser utilizado. Portanto faz se necessário uma sintonia proveitosa e ponderada para que o tom tenha o seu devido resultado, causando assim um impacto produtivo e agregador, onde o equilíbrio será notório e o resultado expressivo. Pois o texto, a predica, o pregador e o publico estiveram em sintonia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

HOMILÉTICA

Estarei desenvolvendo durante três postagens assuntos relacionados a Homilética, pois na atualidade da Igreja, temos constatado que a homília esta dessincronizada e saindo de seu sentido teórico como também distanciando do propósito eclesiástico que possui. Portanto aqui nestas postagens estarei apresentando assuntos no âmbito técnico.

                            A Prédica


Uma prédica ser entendida como uma inspiração direta de Deus, como ocorria com os profetas do Antigo Testamento, pode também ser entendida como uma paráfrase poética de um determinado texto sagrado, podendo ser também um tratado sobre Deus, um discurso, um monólogo, um dialogo, porem por estar envolvendo uma comunicação entre Deus, o pregador e o publico é mais coerente então ser um triálogo. Neste triálogo Deus efundi no pregador a sua palavra, ou seja, o que quer comunicar com o publico através do texto Sagrado que esta expondo na predica o pregador. Vejamos a seguir a diferença de retórica e oratória, como também a importância:
• Retórica: É a arte de usar todos os meios e recursos de linguagem com o intuito de causar um efeito persuasivo e convincente no ouvinte ou publico.
• Oratória: O desenvolvimento técnico da exposição do Sermão.
A retórica e a oratória seguem quase o mesmo sentido, vindo uma a atender o meio de persuadir o ouvinte na exposição do assunto e a outra tem seu direcionamento com a entrega do sermão, seguindo assim técnicas que desenvolverão uma melhor exposição do texto. A prédica como entrega do sermão, transmissão da mensagem e o discurso sacro, vai possuir um propósito espiritual, teológico e técnico.
Espiritual porque precisa ser inspirado pelo Espírito Santo para possuir o resultado perante o publico, pois é o Espírito que através da palavra estará convencendo o ouvinte da verdade transmitida.
Teológico porque esta expondo um texto Sagrado, contendo as verdades contidas nas Escrituras referentes aos assuntos que tratam sobre Deus, e sobre como desenvolver um relacionamento com Deus no processo salvivico.
Técnico porque possui métodos para ser desenvolvido, onde são precisos sere m observados para uma eficácia na mensagem perante o publico ouvinte.
O pregador não pode ser um mero e técnico orador, precisa possuir o equilíbrio entre a espiritualidade, teologia e técnica. Conduzindo o seu publico a um alvo espressivo que é a integridade do texto e da mensagem de Deus para o povo, ser aceita causando um resultado de expansão do Reino de Deus.







quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO.

 A ALIANÇA COM DAVI, O NOVO EIXO DAS ESCRITURAS.

Antes de considerar a aliança de Iahweh com Davi é necessárioentender o significado deste homem na revelação bíblica. Deus o chamou de“o homem segundo o meu coração” (At 13.22), elogio só comparável ao dechamar a Abraão de "meu amigo". O livro de Rute, que as senhoras de nossas igrejas gostam de estudar para ver a amizade feminina, quer ensinar muito mais do que isto. O livro é pós-davídico (4.22), embora narre eventos dos tempos do juizado, época pré-monárquica e, obviamente, pré-davídica. Sua finalidade é bem clara: o livro faz a apresentação histórica de Davi (é assim que termina, com Davi sendo a última palavra). A partir de Rute 4.22, o eixo do AT é Davi. O Novo Testamento começa falando dele (Mt 1.1) e chega ao fim falando dele (Ap 22.16). Na realidade, depois de seu surgimento nas Escrituras, Davi passa a ser um referencial em toda a revelação, principalmente a messiânica. É quase que uma figura dominante pela expectativa de um tempo áureo como o seu, de um líder como ele.
1 - A monarquia, rejeição da teocracia - Façamos a leitura de 1Samuel 8.4-7.O propósito de Deus era que não houvesse um rei humano sobre Israel. O povo seria um projeto original, sem rei, com Iahweh à frente. Preferiu ser cópia em vez de original (1Sm 8.19-20). Assim, Saul é constituído como rei (1Sm 10) mas se revela um fracasso. É rejeitado e Deus escolhe Davi. Este só firmou como rei depois de um longa guerra civil travada com os simpatizantes de Saul (2Sm 3.1), mas por fim assumiu todo o Israel. Davi acaba sendo um modelo de rei teocrático e o fundador da dinastia que daria o messias.
2 - Recapitulação e localização - Para não nos perdermos, recapitulemos nosso histórico: Iahweh escolheu um homem, Abrão, e lhe fez promessas. Depois, as promessas passam a Isaque e, mais tarde, a Jacó. Depois ao clã descendente de Jacó, chamado de Israel. Este se torna um povo. É escravo no Egito e é libertado por Moisés. Com Josué, entram na terra prometida. O sistema de governo é uma liga das tribos, uma confederação com a administração pelos anciãos. Vem, depois, o sistema de juízes. Gideão foi o primeiro convidado a reinar e recusou-se a ser rei ( Jz 8.22-23). O juizado falhou. O livro de Juízes foi escrito por um simpatizante da monarquia e faz a apologia do poder centralizado. Veja isso em Juízes 21.25, que é quase um refrão no livro, usado sempre em momentos de crise. Veio, depois, a monarquia. O primeiro rei é Saul, que Deus rejeita pela sua desobediência (lembre-se que a obediência é fundamental na aliança). O segundo é Davi que implanta a dinastia eterna, como se lê em 2Samuel 7.16, 1Crônicas 22.10, Salmo 89.3-4 e 36-37, Amós 9.11-12, Lucas 1.30-33 e Apocalipse 22.16. 3 - A dimensão de Davi - Como político, Davi foi um homem de raro sucesso. Em menos de dez anos todo Israel se submeteu a ele, que começara reinando apenas sobre Judá. Graças a sucessos militares e empreendimentos políticos, passou a controlar o território desde o rio do Egito até o golfo de Ácaba e costas da Fenícia. Obteve respeito internacional. Como diz Bright, “Israel foi provavelmente tão poderoso quanto qualquer potência do mundo de então” . Além dos sucessos políticos, Davi conquistou Jerusalém (2Sm 5.6- 10) e ali introduziu a arca do Senhor ( o Salmo 24 faz alusão à entrada da arca em Jerusalém). A partir daqui, Jerusalém passa a ocupar lugar importante na história da redenção. Os sucessos de Davi foram tantos que os homens piedosos pensaram que, por fim, as promessas prometidas a Abraão haviam se cumprido. Mas em Davi. Sua figura se tornou tão expressiva que se tornou sinônimo do messias (Ez 34.23-24). Se o reino de Davi foi o período áureo de Israel, o reino do messias só poderia ser designado como reino de Davi. Sempre me soou estranho que, em nossos estudos, nos centremos tanto em Salomão, um desastre político e espiritual, e não em Davi. E me soa ainda mais estranho que o pedido de Salomão por sabedoria (pedido que ele não honrou) ocupe mais espaço que o trecho que trata da aliança davídica, em nossos comentários, sermões, devocionais e estudos. De qualquer forma, entendemos porque havia, nos dias de Jesus, a expectativa de um rei que restituísse a Israel a sua glória do passado, um novo Davi (Atos 1.7) e entendemos também a dimensão
messiânica do título “filho de Davi”. Citamos aqui, a propósito, as palavras de Galbiati: Depois da aliança do Sinai, o reinado de Davi constitui nova etapa na história da salvação. Seu ponto alto é a profecia de Natã. Deus promete a Davi que o seu trono será firme para todo o sempre. Com essa promessa divina ganha corpo uma esperança que sustentará o povo de Israel por toda a história. Agora a monarquia de Israel ganha nova face: o rei não é mais apenas o grande fiador da fidelidade nacional à aliança com Deus. Em si mesmo, o rei leva fisicamente a estirpe da qual nascerá o Messias futuro, e ele deve ser a imagem antecipada daquele futuro soberano. Na dinastia de Davi, todo rei, mesmo que pecador, traz um reflexo da glória santa do Messias (p. 315). 4 - A aliança com Davi - Leiamos 2Samuel 7.8-16. Neste trecho em que a aliança é afirmada com Davi, observamos algumas características importantes:
4.1 - Temos a confirmação do reino em Israel - Este fora imposição humana (1Sm 8). Agora é instituição divina. Saul, o primeiro rei, foi escolhido por Deus, mas falhou. Davi, por seu amor a Deus, é confirmado por Deus, mesmo com suas falhas. É ocioso tentar provar o amor de Davi por Iahweh. Há centenas de passagens dos Salmos. Fique-se com 18.1. Em contrapartida, não vemos uma declaração de amor a Iahweh por parte de Saul. Aliás, é difícil ver espiritualidade em Saul. Com Davi, a monarquia não é mais uma intrusão, mas passa a fazer parte dos planos de Deus. Não é ele quem se curva aos homens, mas quem aproveita as falhas humanas para operar no mundo. 4.2 - Temos a declaração da perpetuidade da dinastia davídica - Os versículos 13 e 16 são bem claros. Três coisas são declaradas a Davi: uma casa, trono e autoridade. Merecem explicações. Primeiro, a casa - Porque Davi quis dar uma casa a Iahweh (2Sm 7.2), Iahweh lhe daria uma casa. O termo, aqui, mais que uma construção é um conceito. No caso da casa a Iahweh, seria a centralização do culto em um lugar, normatizando a vida religiosa de Israel. No caso da casa de Davi, se refere à sua posteridade. É “posteridade”, portanto, o sentido do termo, quando usado para Davi. Davi terá descendência, não qualquer uma, mas especial (lembre-se de Mateus 1.1). A Abraão também foi prometida uma descendência. Este alcance da aliança abraâmica está na aliança davídica. Uma longa descendência era sinal da bênção de Deus (Jó 42.16). Não ter filhos era maldição. Davi será abençoado com descendência. Difere de Abraão, no entanto. Enquanto ser “filho de Abraão” era algo aplicável a todo judeu (Jo 8.39, Lc 19.9), ser “filho de Davi” não era aplicável a todos, mas a pessoas especiais. Provavelmente como Bartimeu usou para Jesus em Lucas 18.38. E, provavelmente como é usado na literatura apocalíptica, aplicado ao messias (Ap 22.16). O sentido é profundo, desdobrando-se na história: o descendente especial será o Grande Rei. A futura e gloriosa casa de Davi será o reino do
messias, Jesus Cristo. Segundo, a autoridade - O versículo 13 fala do “trono”, símbolo de autoridade. É prometido a Davi, como o nunca fora a homem qualquer, anteriormente. É significativo que não se usa a palavra “trono” uma vez sequer, para Saul. Faltou-lhe autoridade. A Davi e sua descendência é prometida a autoridade. Lembre-se da Grande Comissão, em Mateus 28.18 : “Foi-me dada toda autoridade...”. O homem da casa de Davi com toda autoridade é o messias, Jesus Cristo. A aliança davídica inclui um elemento novo, que não estava presente na aliança de Abraão, este tipo de autoridade messiânica-davídica. Foi dito a Abraão que reis procederiam dele (Gn 17.6), mas não se lhe ofereceu um trono. Não é a mesma coisa. A Davi se oferece algo mais substancial, mais concreto, quando se analisa o que foi prometido a Abraão, em Gênesis 12 e se compara com o que foi prometido a ele. Terceiro, um reino - Reino difere de autoridade porque trata de domínio amplo. É uma esfera de governo, de mando. Conforme o versículo 16, os três seriam “para sempre”. O hebraico é 'olam, termo bem forte. Quando vem precedido pelo prefixo at é a expressão hebraica para "eternidade". A implicação messiânica é clara. Isto é reforçado em outros textos como Salmo 89.29. Ainda neste Salmo se vê que mesmo com a infidelidade de Israel, Iahweh não faltaria no cumprimento da aliança com Davi (vv. 30-37). A aliança com Davi é enquanto o céu durar (v. 37). Isaías 9.7 é outro texto que corrobora isto. Por isso é que Judá foi preservado: era o reino de Davi. Israel não voltou do cativeiro, mas Judá, o reino de Davi, sim. Cito aqui as palavras de Russel Shedd: "A cidade de Jerusalém foi preservada do ataque de Senaqueribe e do poderoso exército assírio por causa de Davi, o servo de Deus 2ºRe.19.34.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ÉTICA CRISTÃ.

                        PARECER BÍBLICO SOBRE O ABORTO.


A Bíblia nunca trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero. Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto. Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27; 9:6). O primeiro argumento que sempre surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E no caso de estupro e/ou incesto?”. Por mais horrível que fosse ficar grávida como resultado de um estupro e/ou incesto, isto torna o assassinato de um bebê a resposta? Dois erros não fazem um acerto. A criança resultante de estupro e incesto pode ser dada para adoção por uma família amável incapaz de ter filhos por conta própria – ou a criança pode ser criada pela mãe. Mais uma vez, o bebê não deve ser punido pelos atos malignos do seu pai.
O segundo argumento que surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E quando a vida da mãe está em risco?”. Honestamente, esta é a pergunta mais difícil de ser respondida quanto ao aborto. Primeiro, vamos lembrar que esta situação é a razão por trás de menos de um décimo dos abortos realizados hoje em dia. Muito mais mulheres realizam um aborto porque elas não querem “arruinar o seu corpo” do que aquelas que realizam um aborto para salvar as suas próprias vidas. Segundo, devemos lembrar que Deus é um Deus de milagres. Ele pode preservar as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso. Porém, no fim das contas, esta questão só pode ser resolvida entre o marido, a mulher e Deus. Qualquer casal encarando esta situação extremamente difícil deve orar ao Senhor pedindo sabedoria (Tiago 1:5) para saber o que Ele quer que eles façam.
94% dos abortos realizados hoje em dia são por razões diferentes da vida da mãe estar em risco. A vasta maioria das situações pode ser qualificada como “Uma mulher e/ou seu parceiro decidindo que não querem o bebê que eles conceberam”. Isto é um terrível mal. Mesmo nos outros 6%, onde há situações mais difíceis, o aborto jamais deve ser a primeira opção. A vida de um ser humano no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.
Para aquelas que fizeram um aborto – o pecado do aborto não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados (João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14). Uma mulher que fez um aborto, ou um homem que encorajou um aborto, ou mesmo um médico que realizou um – todos podem ser perdoados pela fé em Cristo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ÉTICA CRISTÃ.

                     ÉTICA CRISTÃ E EUTANÁSIA.

A eutanásia que no seu sentido original o termo é definido como morte boa, significa qualquer ação intencional que possibilite a boa morte de alguém que esta sofrendo cronicamente de uma doença, que a medicina já evidenciou o caso como sem solução, e muitas vezes esta sendo mantido vivo por aparelhos. Na eutanásia o paciente morre sem dor e nenhum sofrimento, porem torna-se um problema ético, que não só envolve a família do doente, mas também a classe medica e a legislação de uma Nação, pois vai estar relacionado a uma ética social. Para o estado esta situação causa uma séria responsabilidade ética, pois a liberação provoca o surgimento de famílias desestruturadas na sua solidariedade e afetuosidade, pois teria liberdade para sugerir aos seus membros que padecem de uma doença terminal, a eutanásia como um escape para família de suas responsabilidades e gastos para com aquele seu ente que sofre e leva muitos ao sofrimento.
No sentido teológico Deus deu a vida e só Ele a pode tirar, a morte em alguns textos Bíblicos chega a ser considerada como resultado da pecaminosidade, a Bíblia não defende a morte, e sim a vida, a qual está registrado em Gn. 9.6 o seu valor e preservação. Evidentemente fica-se claro que a eutanásia é um crime contra a vontade de Deus como esta expresso no decálogo e contra o direito da vida de todos os seres humanos. Podemos apresentar inclusive alguns argumentos, para defender a posição contraria da ética cristã a eutanásia.
• Deve-se valorizar a vida mesmo de um doente terminal, usando todos os meios possíveis para lhe aliviar suas dores para oferecer-lhe um final digno, não é justificável usar meios ativos para tirara a vida de alguém que ainda tem fôlego.
• É uma violação a lei divina, um ataque á dignidade humana e um ataque a dignidade humana e um crime conta à vida que Deus proporcionou. A Palavra ensina que “não a nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte”(Ec.8.8).
• A eutanásia é uma fuga da realidade da dor, que tem um significado na experiência humana; é uma idéia materialista, egoísta, que não crê que o sofrimento pode fazer parte de um plano maior (Rm. 8.28).
• A eutanásia é uma morte arbitraria, programada e uma interferência na obra do Criador e Conservador da vida.
Concluindo na eutanásia pretende se fazer a tentativa sobre humana de livrar a sociedade humana da doença aparentemente sem sentido, considerando a saúde como o valor supremo, quem não a possui deve ser sacrificado.







terça-feira, 29 de setembro de 2009

ÉTICA CRISTÃ.

                     A ÉTICA CRISTÃ E O DECÁLOGO.




Ao tratarmos sobre este relacionamento, precisamos enfatizar que a ética como sistema monitorador e avaliador da conduta, moral e comportamento do ser humano. Tem em Cristo e a sua palavra o seu centro, Deus falou no passado e fala no presente através do filho, como disse o escritor da carta aos Hebreus no capitulo 1º. 1e2. Quando falamos de decálogo e lei, nós não estamos fazendo uma apologia total, da lei como regimento onde a ética cristã é desenvolvida, porem enfatizamos alguns detalhes que surgiram desta conciliação defendida por muitos. A relação entre a lei mosaica era o objeto principal da disputa entre o apostolo Paulo e os judaizantes, sendo amplamente discutida e esclarecida nas cartas aos Romanos e aos Gálatas. Paulo não subestima e nem descredencia a lei( Rm.7.12,14,16); porem enfatiza que a lei não pode salvar ninguém e nem tampouco gerar santidade, porque é enfraquecida pela carne, podendo apenas revelar nossa pecaminosidade e merecida ira de Deus sobre a desobediência (Rm.8.3 e Gl.3.21) e por fim trazer a condenação sobre a humanidade inteira( Gl.3.10). Paulo especifica que Cristo é o cumprimento da lei, porém isto não declara que ela foi invalidada, continua a possuir seu valor, porem não é o termômetro que avalia o grau da nossa vida de salvo, e nem nos valida a salvação. O Decálogo instituído por Deus e apresentado por Moises aos pés do Monte Sinai, é um código sagrado, que possui seu valor de formação de conduta e condutor de uma ética genuinamente aprovada por Deus, porem não é fim, a palavra final. Mas apresenta três relações importantes:

• Relação correta com Deus Ex.20.2 a 7.

• Relação correta com o trabalho Ex.20.8 a 11.

• Relação correta com a sociedade. Ex. 20.12 a 17.

Possui também três aspectos ou classificações de moral, vejamos:

• Moral teológica.


• Moral individual.

• Moral social.

Concluindo então podemos dizer que a lei possui padrões formativos de um caráter e conduta adequada, para o Cristão; mas que não se pode somente prioriza á lei, pois a salvação é pela graça, e Cristo veio para absolver e trazer para o homem um caminho de fardo leve, e não um jugo pesado da lei, pois esta condena aos que não lhe seguirem, porém Deus através de Cristo apresenta pontos da lei nas Bem aventuranças, não conceituando uma condenação se não observar, mas uma declaração de que será Bem aventurado, agraciado. O importante é conciliar com sabedoria e prudência. Os dois Lei e graça precisa andar juntas, mas Cristo e sua palavra de salvação é maior e fundamentadora de uma vida ética.









sábado, 26 de setembro de 2009

ÉTICA CRISTÃ

                                       ÉTICA CRISTÃ.




 Vou iniciar aqui uma série de quatro postagens sobre assuntos relacionados a ética cristã, por isso este primeiro é uma introdução sobre ética, no sentido de definição.



Quando ouvimos e falamos sobre ética e seus efeitos, sobre sua necessidade, surge também uma interrogação na mente de muitos, sobre o que vem a ser a ética? O termo ethos aparece 12 vezes no Novo Testamento, tendo o sentido de estilo de vida e conduta, costumes, praticas, hábitos e reações. A ética Cristã é normativa em sua essência enquanto a ética secular é mais descritiva, pois vai alem de hábitos e costumes, pois tem a ver com o bem e o mal revelados nas Sagradas Escrituras e isso em termos absolutos. A secular é regida pelos conceitos impostos e ditados pela sociedade, monitorada pela razão, a cristã não exclui a razão, mas leva cativa á obediência de Cristo 2ºCo.10.15. Considerando as diferenças básicas entre a ética cristã e a secular, podemos fazer o seguinte paralelo:



• Ética Cristã: Revelação divina, normativa, absoluta, transcendente, direcionista, objetiva, imutável.



• Ética Secular: Ciência, descritiva, relativa, imanente, situacionista, subjetiva, mutável.
A moral é um termo oriundo do latim: Moralis , sendo a parte da filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres dos homens. Desta maneira, temos a moral trabalhista, sexual, empresarial, educacional, pedagógica e política. A moral observa o que o homem faz, enquanto a ética cristã pergunta por que e para que o homem faz.
A ética cristã podemos também descrevê-la como o estudo sistemático e pratico da vida moral do homem determinado por seu valor e sua norma cristã, como revelado nas Sagradas Escrituras.A ética cristã como disciplina teológica, não deve ser totalmente separada da teologia sistemática, como também não pode ser completamente absorvida pela teologia sistemática. Alguns teólogos relacionam a teologia moral, porem deve ser considerada como conciliadora entre a teologia sistemática e Bíblica, acompanhando o processo homem, Igreja, sociedade e Deus.
A ética cristã precisa ser teonômica, pois Deus deve ser o elemento decisivo nas resoluções éticas do cristão. Considerando o Senhorio de Cristo como realidade na vida dos renascidos. Ser ético no âmbito cristão é enquadrar sua moral aos preceitos Bíblicos, procurando a cada dia alcançar um padrão de conduta regido por Deus e sua palavra.






terça-feira, 22 de setembro de 2009

APOLOGÉTICA.

                    HUMANISMO


O humanismo é um esforço do homem para pensar, sentir e agir por si próprio e aceitar os resultados como a lógica de tudo que esta sendo inquirido. Os seus argumentos que surgem desta concepção denominada humanista são em conseqüência é pragmático e humano, tornando aproveitável e valoroso as conclusões que surgem do desenvolvimento e descobertas da mente humana, como sendo única condição de descobrir, alcançar, vislumbrar e criar as coisas. O desafio e a única coisa que existe é a experiência, e quando o homem é capaz de priorizá-la, sendo guiado pela luz da experiência, consegue aperfeiçoar sua vida aqui na terra. Para o humanista nada que vá alem do humano lhe é importante e lhe tem valor, o natural é real e é onde estão fixos seus limites e buscas. Os humanistas tiram partido e consideram o universo tomado como um todo, sendo alguns filósofos no sentido de que tem a preparação e habilidade para justificar, apresentar e defender seus pontos de vista e para discutir o que significa e o que envolve este tipo de posição e programa indicados na afirmação. Porem mesmo o humanismo precisando da filosofia não é uma filosofia, e sim uma posição filosófica, que pode se tornar mais uma paixão do que uma posição intelectual.
O humanista não aceita a religião, pois dela discorda e entra em constante conflito com ela. Não aceita a existência de Deus, do sobrenatural, do transcendente, que esta cima de tudo e de todos, do governo Teocrático sobre todas as coisas. Não aceita nada que lhe supere, como humano, e alem da matéria evoluída não pode existir supremacia e poder, sendo este um motivo de não aceitar Deus. O homem é o centro, sendo o objeto de todas as atividades, não aceitando ser superado por nem um ser ou conceito que não seja físico. Rejeita a religião, as Escrituras e a fé, pois esta fixo em uma revelação humana fruto de pesquisa e experiências pelo homem confirmadas, sendo totalmente céticos.
O humanismo é refutado a partir da inteligência e intelectualidade que consideram seus expoentes, os dois são provenientes da mente, e esta existe e é fértil por que Deus que a formou e a capacita, porem é limitada no sentido de não podendo ir alem de Deus e superá-lo.

A crença numa ordem natural na natureza não teria qualquer benefício pratico para a ciência se não fosse acompanhada da crença da capacidade dos seres humanos de descobrirem essa ordem. A ciência nasceu de um ato baseado inteiramente na fé em o universo possuía uma ordem, por isso podiam interpretá-la. Ai acaba por reconhecer e defender a sustentação do Universo não pelo natural, não existe meio para o cientista sem a crença defender sua existência e capacidade, indo além do que é real, pois a realidade não é fantasia não pode ser abstrata, precisa ser concreta e confiável, e a concretude esta no sobrenatural, pois só Deus é real e “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder”, “tudo sonda e conhece”, “tudo formou e por Ele tudo existe e todas as coisas subsistem”O humanismo é falível, cético, limitado, soberbo e decadente. E como o homem tem seu tempo e seu limite. Portanto é somente uma ameaça e nunca uma realidade. É um elemento da apostasia final, mas terá seu fim.





sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FILOSOFIA DA RELIGIÃO.

                                          

        Transcendência Cristã e Imanência Moderna



Achamos a característica específica do pensamento clássico na solução dualista do problema metafísico.Onde estes pensadores desconsideram realidades pertinentes a criação, vejamos: Existem o mundo e Deus, mas são separados entre si: Deus não conhece, não cria, não governa o mundo. Tal dualismo não será negado, mas desenvolvido no pensamento cristão mediante o conceito de criação, em virtude da qual é ainda afirmada a realidade e a distinção entre o mundo e Deus, mas Deus é feito criador e regedor do mundo: o mundo não pode ter explicação a não ser em um Deus que transcende o mundo. O pensamento moderno, ao contrário, finaliza em uma concepção monista-imanentista do mundo e da vida: não somente Deus e o mundo são a mesma coisa, mas Deus é resolvido num mundo natural e humano. Consequentemente, não se pode mais falar em transcendência de valores teoréticos e morais, religiosos e políticos, pois "ser" e "dever ser" são a mesma coisa, o "dever ser" coincide com o "ser". É evidente que a passagem da concepção dualista (clássica) à concepção teísta (cristã) é um desenvolvimento lógico, que se manifesta especulativamente no desenvolvimento tomista de Aristóteles. Pelo contrário, a passagem da concepção tradicional, teísta, à concepção moderna, imanentista, representa teoricamente uma ruptura. O pensamento moderno, todavia, especialmente o pensamento da Renascença, tem seu precedente lógico no panteísmo neoplatônico, que - após ter-se afirmado como extrema expressão do pensamento clássico - permanece através de todo o pensamento cristão em tentativas mais ou menos ortodoxas de síntese entre cristianismo e neoplatonismo (Pseudo Dionísio, Scoto Erígena, Mestre Eckart, etc.). E, por outra parte, o pensamento tradicional, helênico-escolástico, aristotélico-tomista, encontrará nos grandes valores da civilização moderna (a ciência natural, a técnica, a história, a política) sua integração lógica. Não se julgue demolir a filosofia medieval, a metafísica tomista, opondo à sua elementar e fantástica ciência da natureza a ciência moderna com suas grandes aplicações técnicas, pois não é a ciência natural - capaz apenas de resolver os problemas da vida material, mas incapaz de resolver os problemas máximos da vida, espirituais, morais, religiosos - que pode decidir do valor de uma civilização. E a ciência natural da Idade Média não está absolutamente em conexão com o pensamento filosófico medieval; o próprio Tomás de Aquino julgava logicamente que a filosofia podia ser uma só, em adequação à realidade, ao passo que admitia a possibilidade de uma ciência natural diversa daquela do seu tempo. Além disso, se, de fato, a escolástica pós-tomista, decadente, alimentou suspeitas e combateu longamente contra a nascente ciência moderna, a favor da velha ciência natural aristotélica, a nova escolástica, isto é, o novo tomismo, não teve dificuldade alguma em aceitar toda a ciência natural moderna, e, como tal, porquanto esta representa uma valor infra-filosófico, e, como tal, indiferente à filosofia, à metafísica. Mas a transcendência cristã vai alem da lógica, e perpassa todos itens avaliadores da metafisica, pois é sustentador de uma comunhão e comunicação com a sustentabilidade do ser e do universo, indo por caminhos de uma realidade constadada na evidência e concretude das ações de devoção do ser e a resposta alcançada que lhe conduz a certezas da fé geradora de uma consciência cristã, que vai além da visibilidade da modernidade filosófica que ainda é influenciada pelos efeitos renascentistas, que descretibilizaram alguns fatores da crença e do verdadeiro contato com Deus e uma vida de religiosidade fecunda.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

BIBLIOLOGIA.



DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICAS, PROTESTANTES E CATÓLICAS



Diferenças Básicas:
1. Bíblia Hebraica - [a Bíblia dos judeus]
a) Contém somente os 39 livros do V.T.
b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata [versão Católico Romana)
 Bíblia Protestante -
a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos
 Bíblia Católica -
a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T.
b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. A seguir a lista dos que se encontravam na Septuaginta:
LIVRO APÓCRIFO DA SEPTUAGINTA 8 Baruque
1 3 Esdras 9 A Carta de Jeremias
2 4 Esdras 10 Os acréscimos de Daniel
3 Oração de Azarias 11 A Oração de Manassés
4 Tobias 12 1 Macabeus
5 Adições a Ester 13 2 Macabeus
6 A Sabedoria de Salomão 14 Judite
7 Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)
COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.
Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.
Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Porém, após 1629 as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, "induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições." Melhor assim, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.
PORQUE REJEITAMOS OS APÓCRIFOS
Há várias razões porque os protestantes rejeitam os Apócrifos. Eis algumas delas:
 PORQUE COM O LIVRO DE MALAQUIAS O CÂNON BÍBLICO HAVIA SE ENCERRADO.
Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, tais como os livros dos Macabeus, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores.
Quando nos voltamos para a literatura judaica fora do Antigo Testamento percebemos que a crença de que haviam cessado as palavras divinamente autorizadas da parte de Deus é atestada de modo claro em várias vertentes da literatura extrabíblica.
• 1 Macabeus: (cerca de 100 a.c.), o autor escreve sobre o altar:
"Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito" (l Mac 4.45-46). Aparentemente, eles não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, "qual não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles" (l Mac 9.27; 14.41).
• Josefo: (nascido em c. 37/38 d.C.) explicou: "Desde Artaxerxes até os nossos
dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas" (Contra Apião 1:41) Essa declaração do maior historiador judeu do primeiro século cristão mostra que os escritos que agora fazem parte dos "apócrifos", mas que ele (e muitos dos seus contemporâneos) não os consideravam dignos "de crédito igual" ao das obras agora conhecida por nós como Escrituras do Antigo Testamento. Segundo o ponto de vista de Josefo, nenhuma "palavra de Deus" foi acrescentada às Escrituras após cerca de 435 a.c.
• A literatura rabínica: reflete convicção semelhante em sua freqüente
declaração de que o Espírito Santo (em sua função de inspirador de profecias) havia se afastado de Israel "Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel, mas eles ainda se beneficiavam do bath qôl" (Talmude Babilônico, Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11 a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos Cânticos, 8.9.3).
• A comunidade de Qumran: (seita judaica que nos legou os Manuscritos do
Mar Morto) também esperava um profeta cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (veja 1QS 9.11), e outras declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica antiga (veja 2Baruc 85.3 Oração de Azarias 15). Assim, escritos posteriores a cerca de 435 a.C. em geral não eram aceitos pelo povo judeu como obras dotadas de autoridade igual à do restante das Escrituras.
• O Novo Testamento: não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre
Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Ao que parece,Jesus e seus discípu1os de um lado e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias De Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo Testamento feitas por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Segundo uma contagem,Jesus e os autores do Novo Testamento citam mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer citam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivessem autoridade divina. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO.

                                          

                          EZEQUIEL -  A NOVA ALIANÇA






• A figura de Ezequiel - Além de profeta era, possivelmente, sacerdote. Seu pai, Buzi, era sacerdote (1.3). Levado quando do cativeiro de Joaquim, em 597 (2Rs 24.10-17). Homem da corte, como Daniel, que foi levado em 605, conforme 2Reis 24.1. Foram contemporâneos na Babilônia. Daniel era palaciano e Ezequiel, líder do cativos, no campo. Ao mesmo tempo, Jeremias pregava em Jerusalém. Foram três grandes homens, ao mesmo tempo, e nem assim, o mundo melhorou. Ezequiel é o primeiro profeta em terra estranha, não se contando Jonas, que foi forçado e de pregação eventual. Dez anos após a ida de Ezequiel, Jerusalém foi destruída. Seu ministério se iniciou aos 30 anos(1.1). Começou no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim (1.2) e foi até o ano 27 (29.17), num espaço de tempo de 22 anos. Seu ministério foi até seus  anos, portanto. Sua esposa faleceu antes da queda de Jerusalém, como símbolo da queda da cidade (24.15-27).

• Uma compreensão do livro de Ezequiel - O livro não é um tratado de teologia, óbvio. Mas é a revelação de Iahweh a um remanescente perplexo, no exílio. Acontecera com eles o que os seus teólogos disseram ser impossível: foram vencidos, desterrados e seu templo fora destruído. A idéia de restauração domina o livro. Deve haver um novo rumo para os hebreus. A teologia tem que ser refeita. Dentro desta perspectiva, surge a questão da aliança e do papel do próprio Judá, dentro do plano divino.

• A onipotência de Iahweh - Havia, nos tempos antigos, deuses tribais (Gn 28.16 e 1Rs 20.23). Os hebreus tinham consciência de ser Iahweh o Deus do universo, mas agora surge a questão: seria mesmo? Não seriam as divindades caldeias maiores que ele? Esta questão, que foi levantada no exílio, foi brilhantemente respondida pelo autor da segunda parte de Isaías . O chamado Segundo Isaías é extraordinário na sua concepção da universalidade de Iahweh,mas veja-se, particularmente, Isaías 46.1-2. Mas em Ezequiel, a questão também foi respondida. A visão divina que aparece a Ezequiel, no capítulo 1,é em termos da religião local. Como bem disse Asurmendi, a visão relata a “chegada da Glória de Deus a Babilônia”. O tema da glória de Deus aparece três vezes no livro. Primeiro, ela chega a Babilônia, em 1.1 a 3-15. Segundo,ela deixa o templo de Jerusalém (cap. 8 a 11) e, terceiro, ela volta para o templo renovado (cap. 43). É normal que, sendo Ezequiel um hebreu e de família sacerdotal, que o lugar da glória de Iahweh seja o templo de Jerusalém,mas por um momento, ela está em terra estranha. Esta é a grande mensagem que o livro deixa transparecer: a glória de Iahweh não está ligada a uma terra,mas a um povo. Na realidade, nem mesmo a um povo, como raça, mas a um grupo de remanescentes fiéis à aliança. Neste sentido, o Novo Testamento está bem delineado, em seu eixo, no pensamento de Ezequiel. Sobre a chegada daGlória a Babilônia, vale a pena a transcrição de trecho de Monari: Envolto numa grande nuvem, aproxima-se um turbilhão de fogo; dentro dele, distinguem-se, de baixo para cima, quatro ‘viventes’ que sustentam uma ‘espécie de firmamento, semelhante a cristal resplandecente’. Em cima desse firmamento, está sentado em trono‘um ser com aparência humana’, envolto em esplendor deelectro e de fogo; o sacerdote compreende: é ‘algo semelhante à Glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto em terra (1.28).Ezequiel confirma que Iahweh é Deus em todos os lugares. É Senhor também na Babilônia. Está ligado ao seu povo e vai levá-lo de volta. Judá vai voltar para sua terra, como se vê em 36.16-38. Do capítulo 25 ao 32 aparece o tema do juízo sobre as nações. Iahweh não faliu. É soberano, restaurará o seu povo e julgará as nações infiéis. Não é mais um dos muitos deuses tribais. É o único Soberano, o Senhor de toda a terra e de todas as nações.

sábado, 5 de setembro de 2009

TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA

                                  Teologia da Libertação.



Este escrito tem por intuito atender uma sugestão de um amigo e seguidor do blog, Voltaire Theologos; que apresentou uma pergunta sobre a teologia da libertação: “Qual seu aspecto positivo?” Vejamos, sobre este assunto analisando e estudando alguns princípios desta teologia. Esta teologia tem se tornado a força da Igreja Católica na expressão teológica na America Latina, sendo a prisma argumentativo dos seus teólogos, a argumentação que o continente deles tem sido vitimado pelo colonialismo, imperialismo e pelas sociedades anôminas multinacionais.
A teologia da libertação tem uma forte influencia dos pensamentos de Karl Marx, argumentando esta teologia e seus defensores, que a integridade do homem pode ser realizada somente quando se vence as estruturas políticas e econômicas alienantes da sociedade, sendo aceito o marxismo como honestidade na teologia da libertação.
Para os teólogos da Libertação, Deus é achado nas cruzes dos oprimidos, mais do que na beleza, no poder ou na sabedoria. A noção Bíblica, da salvação é equiparada ao processo da libertação da opressão e da injustiça. A teologia da libertação é um apelo a discipulado sacrificial e uma lembrança de que seguir Jesus envolve conseqüências praticas sociais e políticas. Agora indo à resposta diretamente, pessoalmente não vejo aspecto positivo nesta teologia, pois: A teologia da libertação politiza o evangelho de tal forma que aos pobres é oferecida uma solução, que pode ser provida com ou sem Jesus, desperta os cristãos a levarem a sério o impacto político, conduzindo a Igreja a reunião de pessoas que visam o social e o político, como as suas bases para uma religiosidade fecunda e produtiva.Os cristãos, o Clero e os Teólogos tem a obrigação de tentar conduzir as religiões se unirem a busca de uma sociabilização política, visando a melhoria de condição econômica e priorizando o ativismo social como uma meta especifica da religião, como promulgadora da paz. Não priorizando a teologia como conciliadora do homem com Deus na busca de um conhecimento espiritual e Bíblico de Deus, vivendo uma vida de uma intelectualidade religiosa e não política.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FILOSOFIA DA RELIGIÃO.

                         Fundamentação ôntica da religião.




Trata-se agora de provar no âmbito metafísico o que foi dito acima: que todasas criaturas não só estão ligadas a Deus, mas tendem a Ele de modo necessário.

Os passos que seguiremos serão os seguintes:

Passo um: Partindo da idéia que a existência é um movimento (passagem da “potência de existir” ao “ato de existir), provar a Primeira Via de S. Tomás e chegar à conclusão que Deus sustenta todo movimento e, por conseqüência, o “movimento da existência”.

Passo dois: Provar, além disso, que o “movimento da existência” deve vir diretamente de Deus, não podendo vir de um anjo ou outroser criado (dependência direta).

 Passo três: Provar a inclinação de toda criatura ao Criador.

Passo um: o existir depende em última instância de Deus

De fato, podemos dizer que a existência é um movimento pois é a passagemda “potência de existir” ao “ato de existir.Sendo a existência um movimento, temos que provar agora que Deus sustenta todo movimento e, por conseqüência, o existir. Provar que Deus sustenta todo movimento é percorrer a Primeira Via de S. Tomás. Antes, provaremos algo prévio que está incluído na Primeira Via: “que tudo o que se move é movido por outro”: Sabemos que é verdadeiro o princípio da não-contradição metafísico (algo não pode estar em ato e potência ao mesmo tempo, sob o mesmo aspecto). Sabemos, por outro lado, que o movimento é a passagem da potência ao ato (referente ao mesmo aspecto: falar, andar, cantar,etc.).Ora: se algo se moveu, este, num dado momento, enquanto estava em potência (de pensar, por exemplo) começou a ter a presença de um ato (de pensar) simultaneamente.Seguindo o princípio da não contradição, vê-se que este ato só pode vir de outro. Conclui-se, portanto, que tudo o que se move, tudo que passa da potência ao ato, é movido por outro, recebe o ato de outro.Algumas conclusões que se pode tirar desta prova: Não existe o automovimento. Se existisse, forçosamente algo teria que estar em algum momento em ato e potência ao mesmo tempo sob o mesmo aspecto. Ex: se algo se automoveu a falar, por exemplo, em algum momento esteve, ele mesmo, ao mesmo tempo, simultaneamente, em “potência de falar” e “ato de falar”; ora, isto é absurdo! Toda “potência de algo” será sempre relegada a ser “potência deste algo”. Caso contrário, feriria o princípio da não-contradição. Agora a prova da Primeira Via. São Tomás a formula assim: “A primeira e mais manifesta via (para provar a existência de Deus) é a do movimento. É inegável e se comprova pelo testemunho dos sentidos, que neste mundo existem coisas que se movem. Assim sendo, tudo o que se move é movido por outro, já que nada se move quando está em potência , pois mover requer estar em ato, mover é fazer passar algo da potência ao ato. Isto só pode ser feito por algo que está em ato, por exemplo; o calor em ato, como o fogo, faz a madeira, que é calor em potência, ser calor em ato, e por isto o move e o altera”. Mas não é possível que uma coisa esteja ao mesmo tempo em ato e em potência sob o mesmo aspecto; o que é calor em ato não pode ser ao mesmo tempo calor em potência. Conseqüentemente, é impossível que algo seja, sob o mesmo aspecto, motor e movido, isto é, que se mova a si mesmo. Portanto, tudo o que se move é movido por outro. Mas, se aquilo pelo qual se move é também movido, é necessário que se mova por outro, e este por outro. Como não se pode proceder até o infinito, porque então não haveria primeiro motor e, conseqüentemente, nenhum outro motor, visto que os motores segundos não movem mas são movidos pelo primeiro, como o báculo, que só se move quando movido pela mão. Por tanto, é necessário chegar a um primeiro motor que não seja movido por ninguém e, por este, todo entendem a Deus (I, q. 2, a. 3).

Podemos colocar a “Primeira Via” na seguinte forma esquemática:

• . Sabemos por experiência que as criaturas se movem.

• Sabemos, por outro lado, que tudo o que se move é movido por outro;assim, se algo se moveu, deve-se a um outro e assim sucessivamente.

• Não é possível estender ao infinito a série dos motores que por sua

vez são movidos.
•Pensemos, por exemplo, numa luz que chega aos nossos olhos.Podemos dizer que provém de um espelho e por sua vez de outro espelho, e assim sucessivamente. Porém isso não explica porque chega até nós. Para explicar, precisamos dizer que há uma fonte de luz inicial que provoca todas as outras.

 •Também podemos dizer que o conceito de infinito é um conceito

matemático, formal, que não explica o movimento real. Dado um

movimento real, é preciso encontrar uma causa real.

• Assim, deve existir um motor imóvel que move a todos os outros,

sem ser movido. A este chamamos Deus. Subsídio: prova de que o Motor Imóvel é Deus.

• Se é um Motor imóvel, e todos os movimentos provém dele, e não

depende de nenhuma outro para mover todo e qualquer movimento,

então não possui nenhum potência.

• Não tendo nenhuma potência, é puro ato, ou ato puro. Todos os

movimentos que vemos, inclusive a existência, provém dele sem

depender de ninguém.

• . Logo, tem o ser por si mesmo; e aquele a quem tem o ser por si mesmo, chamamos Deus. Uma vez provado que todo movimento se sustenta por Deus e que a existência é um movimento, chegamos à conclusão que a existência de qualquer criatura é sustentada por Deus. Se Deus deixasse de sustentar este movimento, a criatura cairia ao nada imediatamente.

Passo dois: a existência deve vir diretamente de Deus e não de um ser intermediário

Para se provar isto, basta seguir este raciocínio:

1. Consideremos todos os seres que não se identificam com o Ato Puro:ou seja, todas aqueles que para existirem receberam o ser, porque o ser não lhes é próprio.

2. Ora, se o ser não lhes é próprio, se recebem e estão recebendo o ser,em nenhuma hipótese poderão, em algum momento, dar o ser a algo ou alguém, pois isto feriria o princípio da não-contradição (a potência de existir não pode ser ato de existir em nenhum momento). Logo, só quem tem o ser como próprio pode dar o ser.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

TEOLOGIA COMTENPORÂNEA

RENASCIMENTO
Este termo deriva-se do francês Renaissance e corresponde a um movimento literário, artístico e filosófico desenvolvido no período dos séculos XIV e XVI na Europa Ocidental. Michelet e Burckhardt usaram esse vocábulo para enfocar a historicidade do período em 1855 e 1860. No sentido teológico a palavra RENASCIMENTO foi usada nos estudos de Hildebrand, Wasler e Burdach para explicar o RENASCIMENTO espiritual do homem adâmico morto pelo pecado. No movimento renascentista, o RENASCIMENTO religioso enfatizava o principal objetivo da religião que seria levar o homem de volta a DEUS, uma vez que a Igreja Católica institucionalizava a religião e asseverava os seus dogmas sem nenhuma flexibilidade para discussão a respeito. Verifica-se portanto que o tema religião discutido dentro do RENASCIMENTO contribuiu eficazmente para a revolução teológica que reflete até nossos dias que foi a REFORMA PROTESTANTE.
REVISIONISMO: Espiritual
1º Revisionismo crença que a verdadeira pessoa é uma alma sobrevive à morte biológica, a qual, no estado espiritual, precisa enfrentar uma revisão da vida na carne, sendo julgada de conformidade com ela.
Revisão da vida anterior à morte;
Prestação de contas dos seus atos;
Julgado de acordo com suas obras/atos;
Avaliação da qualidade da vida.
2º O movimento revisionista foi um movimento teológico moderno que tinha como objetivo a busca do Cristo histórico. Por isso pretendiam fazer uma biografia corrigida de Jesus. Eles pretendiam fazer uma revisão dos relatos bíblicos, sobre a vida de Cristo.
Embora Ritschel, seja o pai da teologia liberal e dos principais, e primeiro revisionista não podemos dizer que Ritschel é o pai do movimento revisionista, esse título, é comumente dedicado a Herman Reinamein.
O revisionismo biografo procurava desmistificar a deidade de Cristo, e também recontar a história de modo racional. O revisionismo nasceu dentro a teologia moderna e adeltro a teologia contemporânea até hoje os teólogos influenciam. Henrique Paulus (1761 a 1877) publicou em 1928 a obra vida de Jesus Paulus. Não admitia que Jesus tinha feito qualquer milagre. David Frederich Straus (1808 a 1877) Straus também escreveu a obra a Vida de Jesus. Era o tema central do revisionismo. Straus não aceitou a mensagem de Cristo, ou seja, a vida além do túmulo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA.


Karl Barth e sua concepção sobre Igreja e Estado.
Ao falar de Karl Barth, estamos falando de um expoente da teologia, um teólogo que com a implantação da teologia dialética, em um período em que a Igreja sofria com o movimento da teologia liberal, e suas maléficas conseqüências, Barth surge com sua teologia dialética, trazendo a tonica, a palavra de Deus, e colocando a Bíblia em seu lugar de primazia na argumentação teológica.Barth começou a atuar na teologia em 1.915 e em 1.916 então lança sua primeira grande obra , que foi o comentário sobre Romanos, vindo a receber o seu primeiro titulo de Doutor hónoris causis em 1.922 quando é lançada a 2º edição do comentário de Romanos na Suíça. Inúmeras obras e vários títulos de Doutor honóris causis alcançou este teólogo em sua carreira, que teve encerramento em 1.968 quando já com 82 anos, desenvolveu uma preleção e um colóquio acerca dos discursos de Scheilermacher; vindo a falecer aos 84 anos em 1.968. Deixando uma sustentação teológica para a teologia contemporânea. Barth escreveu sobre vários temas, mas hoje quero ressaltar apenas dois. Vamos ao 1º:
· Comunidade Cristã e Comunidade Civil.

“ A comunidade cristã é a entidade a congregar as pessoas de um lugar, uma região, de um país, que estão especialmente convocadas dentre as demais como cristãos. E como tal reunidas pelo reconhecimento de Jesus Cristo e no intuito de professá-lo. E este sentido e finalidade como Ecclesia, é a vida comum desta pessoas em um Espírito Santo”.

“A comunidade civil, é a entidade que congrega todas as pessoas de um lugar, de uma região e de um país, a conviverem sob uma ordem de direito valida e obrigatória para cada indivíduo e para todos de igual modo, protegida e imposta por coação. A causa e o sentido são o exercício da política, com o intuito de manter a liberdade relativa e exterior do indivíduo, como sua paz exterior e seu direito como cidadão ser preservado, se estiver cumprindo regularmente com seus deveres”.
A relação das Duas.
A comunidade civil é como tal espiritualmente cega; não possuindo nem fé, nem amor e nem esperança. Ela não tem confissão e nem mensagem, nela não se ora e nela ninguém é irmão um do outro, nela somente se pode perguntar assim como Pilatos perguntou: Que é a verdade? Isso porque esta pergunta, a sua resposta anularia a sua premissa no que tange a religião; a tolerância é a sua sabedoria ultima, sendo religião aqui a ultima palavra a ser usada para designar aquela outra coisa. Bem por isso a comunidade civil apenas tem funções e objetivos exteriores, apenas relativos e provisórios. A comunidade cristã possui fé, amor, esperança, vivenciando a aliança edificada e instaurada por Cristo, e tendo na mensagem a tonica de sua caminhada nesta terra, a salvação. Portanto é modelo e tem permanência eterna, para os santos. A comunidade civil e a comunidade cristã, não podem se exaurirem e se afastarem; pois estão ligadas. Uma mantendo a ordem e a outra instaurando a paz. Uma agindo pela razão e a outra pela fé. Uma seguindo a ideologia dos seus governantes e a outra a mensagem de Cristo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO.

O SIGNIFICADO TEOLÓGICO DA ALIANÇA MOSAICA.

Qual seria a base para a discussão sobre a importância teológica da aliança mosaica?
Podemos começar a citar que o relacionamento de porções do Pentateuco com os tratados da aliança hitita, nos daria o direcionamento natural para esta discussão. Pois a dispensação mosaica descansa diretamente sobre o relacionamento de aliança, em vez de um relacionamento legal; ainda que a lei desempenhe papel extremamente importante, tanto nas formas de tratado internacional quanto na era mosaica, a aliança sempre suplanta a lei.
Nada podia ser mais básico a compreensão própria da era mosaica, pois o importante não era propriamente a lei, mas sim a aliança, qualquer que seja o conceito de lei que se possa apresentar, deverá ela permanecer sempre subserviente ao conceito mais amplo da aliança. Esta característica torna-se mais obvia pelo reconhecimento histórico em que foi revelada a aliança da lei, pois historicamente este relacionamento tem seu início com a aliança de Deus com Abraão com Isaque e Jacó( Ex.2.24). Depois que Deus se estabeleceu como o Senhor de Israel mediante o fato histórico da libertação do Egito, a aliança da lei é ministrada. A experiência de comunhão Deus e patriarcas são superiores ao pacto de zelo e fidelidade que Israel faz com Deus na aliança mosaica, nos patriarcas esta a origem desta aliança e relacionamento que Deus vai ter e possui com Israel. As marcas do convívio, através das experiências que Abraão, Isaque e Jacó tiveram com Deus; que foram o referencial para as gerações posteriores decorrentes destes homens, que sem a lei e a aliança mosaica estavam vinculados a Deus em um compromisso eterno.
O Teólogo alemão Eichrodt em sua Teologia do Antigo Testamento menciona e introduz no conceito teológico, a lei como estatuto da aliança e diz: “Todas as fontes estão de acordo em que a conclusão da aliança supôs uma reordenação do aspecto legal da vida sob a autoridade do Deus da aliança. Todo o Israel posterior vive da consciência de que seu sistema de leis se apóia na revelação da vontade do Deus da aliança”. A lei torna-se então a estrutura legal e conciliadora para a execução do relacionamento correto entre Deus e Israel no exercício da aliança, seria como as diretrizes para que pudesse Israel ter a sintonia e as benesses decorrente de um perfeito comprimento da aliança.
Concluindo dizemos que a aliança mosaica, é base estatutária que Deus revela a Moises e entrega a Israel, para que todo os tramites da aliança seja compridos, pois depende de Israel se adequar ao regime que Deus lhe concede para que viva e possa desfrutar de tudo que lhe oferece Yahweh através deste pacto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

HERMÊNEUTICA.

A Hermenêutica Ortodoxa -
 
 
 
Afirma que a tarefa do intérprete bíblico é tentar compreender a intenção do autor. Para isso, ele precisa estudar a história, a cultura,a língua e a compreensão teológica que cercam os primitivos destinatários.Nos séculos XIV e XV predominava profunda ignorância ao conteúdo das Sagradas Letras. O período Renascente chamou a atenção para a necessidade de se conhecer a Bíblia nas Línguas Originais. Erasmo de Roterdam contribui publicando a primeira edição crítica do NT Grego e Reuchlim com sua tradução de uma gramática e léxicos em Hebraico. Lutero (1483-1546) acreditava que a Fé e a Iluminação do Espírito Santo eram essenciais para o Bom
Interprete da Bíblia. A Igreja não deveria determinar o que as Escrituras ensinam, mas eles deverian determinar o que a Igreja ensina. Rejeitou o método alegórico de interpretação da Escritura. Era Literalista baseando-se nas condições históricas, gramaticais e contextuais. Um de seus grandes princípios evangélicos era fazer cuidadosa distinção entre Lei e Evangelho; aquela se refere a Deus em sua ira e este a Deus em sua graça. Quem continuou o trabalho exegético de Lutero foi Melanchton. Calvino (1509-1564), foi o maior exegeta da Reforma; concordava com Lutero considerando a alegoria uma artimanha de Satanás; para Calvino a Escritura interpreta a Escritura, sendo a primeira tarefa de um Intérprete a de deixar que o autor diga o que ele de fato diz, em vez de atribuir-lhe o que pensa que ele deva dizer. No período Pós-reforma, o Confessionismo abordado no Concílio de Trento (1545-1563) no qual se elaborou uma lista de decretos expondo os dogmas da Igreja católica e criticando o protestantismo. Os credos e variantes teológicas eram as mais variadas possíveis e os métodos hermenêuticos se tornaram deficientes por conta da exegese que acabou criada da dogmática. O Pietismo surge como reação à exegese dogmática e amarga do período confessional. Fez significativos avanços para o estudo das Escrituras com uma excelente interpretação históricogramatical.
O Racionalismo aceita apenas a razão como autoridade e Lutero distingue entre o uso magisterial e o ministerial da razão. A razão e não a revelação deveriam nortear a interpretação sendo ainda usada para julgar a revelação nesse período. A Exegese Moderna foi marcada por muitas correntes de interpretação, no Liberaliso filosófico lançou as bases do teológico; neste o estudo através da inspiração foi importante para a nova exegese; exemplificando, o renascimento foi para a exegese como o helenismo para o surgimento cristão. A Neo-ortodoxia foi um fenômeno do Séc. XX ocupa uma posição intermediária entre o ponto liberal e o ortodoxo. A infalibilidade e a inerrância não aparecem deste vocabulário. A Nova Exegese nasce na Europa ligada à hermenêutica na 2º Guerra Mundial com a Obra de Bultmann, sendo depois propagada por Funchs, Gerhard e pelas Idéias de Heidegger; este porém afirmou que Bultmann não se aprofundou o suficiente. No Cristianismo Ortodoxo, empreenderam-se estudos da história, da cultura, da língua e da compreenção teológica que cercam os primitivos beneficiários, para tornar claro o que a revelação bíblica significa.

sábado, 18 de outubro de 2008

PARABÊNS IBAD.

Uma Mensagem Comemorativa.


O IBAD nesta semana estará em festa e recebera seus ex-alunos, são 50 anos fazendo história no ensino teológico no Brasil, certamente vai ser um momento memorável para a vida de todos os presentes a este evento. Poderão rever o local que marcou e impactou suas vidas em um inicio ou desenvolvimento de ministério. Seja qual foi o estagio ministerial que o aluno quando entrou no IBAD se encontrava, o que ocorreu na sua vida no IBAD foi de grande resultado para sua vida espiritual e ministerial. Pois o IBAD não é só referencia para a formação Teológica no cunho pentecostal, mas também pelo moldar de Deus, podendo então considerar, como uma oficina de um oleiro, “onde os vasos são quebrados e reconstruídos”. Parabenizo aos Fundadores Rev. João Kolenda Lemos e Missionária Ruth Dóris Lemos, guardados nos corações de todos que pelo IBAD, passaram. Os Diretores Rev..Mark Jonatham Lemos e Missª. Helba Galvão Lemos, que são uma força jovem e tem desenvolvido um excelente trabalho dando continuidade ao trabalho iniciado pelos Fundadores. Aos Professores atuais e os que por lá passaram, pelo excelente trabalho e por primarem por interdisciplinaridade teológica em sua aulas, aos funcionários por servirem com amor e dedicação em nas mais diversas funções.


A Todos Minhas Considerações. Um Abração.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

FILOSOFIA DA RELIGIÃO.

FENOMENOLOGIA DAS RELIGIÕES HISTÓRICAS

As religiões chamadas históricas se caracterizam pelo fato de estarem de alguma forma inseridas no processo histórico conhecido.
Elas se distinguem entre si de várias formas, mas aqui adotamos a classificação segundo a idéia que fazem de Deus, por ser a mais comum e mais didática:
- Religiões monoteístas
- Religiões politeístas
- Religiões panteístas
- Religiões monistas.

RELIGIÕES MONOTEÍSTAS

São as religiões que crêem em um único Deus, Criador e Soberano Senhor.
Sob o ponto de vista fenomenológico, podemos distinguir dois monoteísmos:
- Explícito: no qual se presta culto efetivo a Deus.
- Implícito: no qual falta este culto efetivo.
1) Monoteísmo explícito: a rigor, só existe um monoteísmo verdadeiro, o do Antigo Testamento: Javé é Deus único e solitário. O monoteísmo do Islã é tributário do monoteísmo bíblico. Quanto ao monoteísmo do Cristianismo, é “sui generis” porque admite três realidades pessoais na natureza divina. Também o monoteísmo de Zoroastro não é tão rigoroso, pois o princípio do mal age, ao que parece, com liberdade e até contra os planos e Ahura Masda, o Deus Supremo.
De qualquer forma, para a fenomenologia religiosa interessa a atitude do crente, e este é monoteísta sempre que presta culto a uma só entidade divina. Por isso, alguns autores se inclinam a ver monoteísmo, ou ao menos tendências monoteístas, dentro mesmo de certas religiões politeístas, como segue:
No Egito: a literatura sapiencial do Egito, que remonta seguramente ao ano 2000 a.C., faz muitas referências a Deus tomado de modo absoluto, tal como na Bíblia, sugerindo um monoteísmo primitivo, que foi abandonado pelo povo, mas conservou seu prestígio entre os intelectuais, justificando a reforma religiosa empreendida pelo faraó Aquénaton, que propôs um Deus Supremo (Áton: o disco solar) em substituição aos grandes deuses de seu tempo. Infelizmente, a sua reforma religiosa não vingou, pela oposição do clero do deus Amon e pela indiferença popular.
Na Mesopotâmia: Nabucodonosor guinda Marduk, deus de Babilônia, a Supremo Ser, mas sem abolir o culto aos demais deuses do país. Não se trata de monoteísmo, mas é sintomático e não deixará de ter influência posterior no advento do Masdeísmo e Cristianismo.
Na China: o culto do Senhor do Céu, como Ser Absoluto, favorecido pelos imperadores com fins políticos, como o de Nabucodonosor, corresponde a uma tendência das classes cultas, que mais tarde se vai firmar no Taoísmo.
Na Índia: o fenômeno peculiar do henoteísmo denuncia um monoteísmo latente, não só nas classes cultas como na alma popular; além disso, o próprio conceito de Brahman implica em um monoteísmo nuclear, que, infelizmente, foi sufocado pela especulação monista.
Entre gregos e romanos: tanto Zeus como Júpiter são cultuados como deuses supremos, principalmente entre os filósofos, que lhes atribuem tal soberania e transcendência que só pode revelar uma convicção monoteísta profunda.
2) Monoteísmo implícito: o conceito é ainda muito obscuro porque envolve não só a crença dos povos primitivos, como também a dos povos civilizados. Pode-se, porém, dizer que no caso do monoteísmo implícito Deus não é cultuado como tal mas está presente (implícito) na crença religiosa do povo. Apresenta duas modalidades:
Deus ocioso: é um Deus tão transcendente que raras vezes intervem nas coisas mundanas, pelo que o povo prefere invocar os “espíritos intermediários”. É o caso de Olorum entre os Yoruba da África.
Deus vivo: é um Deus tão ativo que se confunde com as próprias forças naturais, que são cultuadas em seu lugar. É o caso do “Pai do Céu”, dos povos pastores; do “Senhor dos Animais”, dos povos caçadores; da “Terra-Mãe”, dos povos agricultores.
3) Reflexão teológica sobre esta fenomenologia: R. Pettazzoni, em L’Essere Celeste..., assim explica esta tríplice tipologia do Deus vivo: O “Pai do Céu” é próprio da cultura pastoril porque o pastor depende da chuva e do sol para a fertilidade dos pastos. O “Senhor dos Animais” corresponde à cultura da caça, porque o caçador depende da facilidade com que pode obter a caça. A noção de “Terra-Mãe” facilmente se compreende na cultura agrícola, de feição matriarcal, porque o homem depende da mulher, que lhe dá os filhos, e da terra, que lhe dá os frutos. Trata-se de uma visão “econômica”, própria de autores que não conseguem desvencilhar-se de certos preconceitos sociológicos ao tratar do problema religioso...
Por isso, julgamos oportuno inserir aqui uma reflexão teológica, quando mais não seja para também ver as coisas de outro modo...
O “Pai do Céu”: afirmar que os povos pastores cultuam um deus celeste porque defendem do céu para viver, é dar uma explicação muito pobre deste fenômeno religioso, pois na verdade não explica por que o “Pai do Céu” é concebido como um Deus Supremo, imenso, onipotente, remunerador. Afinal, estes atributos divinos nada têm a ver, na sua transcendência, com os interesses econômicos dos povos pastores... Aqui estamos diante de considerações mais profundas, que se prendem à própria experiência religiosa do homem em face do “Sagrado”, manifestada na grandeza do céu material. Com efeito:
A imensidade do céu: provoca a reflexão sobre o poder de seu Criador.
A presença do céu: em todos os horizontes sugere a providência divina em favor dos homens.
A luminosidade do céu: leva a refletir sobre a sublimidade e santidade do Ser Supremo...
O “Senhor dos Animais”: como a sobrevivência dos homens caçadores depende do bom sucesso da caça, que é sempre incerta, é compreensível que eles liguem este sucesso ao favor de um poder superior. Mas se chegam a conceber este poder como um Ser Superior, com atributos transcendentes, então deve-se pensar que aqui entra uma consideração mais profunda, fruto de uma experiência religiosa na qual o “Senhor dos Animais” é visto, não apenas como um poder limitado ao mundo dos animais, mas como um poder universal, absoluto, que pode dispor das coisas de modo a favorecer o homem que lhe pede sucesso na caça...
A “Terra-Mãe”: como a sobrevivência dos povos agrícolas depende dos frutos da terra e dos filhos gerados pela mulher, é compreensível que a sua experiência religiosa sobre um poder universal se ligue de modo particular aos fenômenos agrícolas, como a semeadura, a messe, a irrigação, etc. Aqui cabe igualmente a pergunta: Por que o agricultor primitivo chegou ao conceito de “Terra-Mãe” como um poder absoluto, divino, sagrado? Parece que a resposta deve ser encontrada no próprio fenômeno da fertilidade da terra e da mulher, isto é, no próprio fenômeno da “vida”, que se impunha como uma força misteriosa, escapando ao controle do homem... O interesse econômico apenas serviu de estímulo para uma reflexão profunda, que redundou na concepção sagrada do fenômeno natural da fertilidade...

RELIGIÕES POLITEÍSTAS

O politeísmo (poli: muitos; theoi: deuses) é um fenômeno religioso muito espalhado, encontrando-se em quase todos os povos e civilizações, mesmo hoje em dia. Daí a dificuldade de precisar a sua fenomenologia, que se confunde com as mais variadas formas religiões, pelo que o seu estudo é feito comumente na própria História das Religiões. Aqui nos contentaremos com algumas observações mais gerais.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008